SERTANEJO
Sou nascido na roça disso muito me orgulho,
De manhã cedo já abraço minha viola,
Para espantar as maguas do peito não embrulho,
Pois só cantando que minha saudade consola,
Falo de coisas simples do revoar da passarada,
Do grito dos porcos no chiqueiro,
Do mugido do gado que se escuta longe na invernada,
Daquele velho galo carijó cantando no terreiro,
Lembro da minha vaca malhada entrando no curral,
Do meu cavalo bragado relinchando campo a fora,
A vida do sertanejo no mundo não outra igual,
Mas chegou um dia que para cidade tive que vir embora,
Hoje só me resta a saudade de tudo que la deixei,
Do meu cavalo bragado que nas pistas foi vencedor,
Da porcada no chiqueiro que para vir eu sacrifiquei,
como sinto saudade do velho galo cantador,
Foi com ele que aprendi a cantar,
De todos meus professores ele foi o melhor,
Tambem tem a professora que de longe veio me ensinar,
O baba para que hoje eu escrevesse melhor,
Anastácio Ribeiro
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